A população da Colômbia é predominante cristã e diversos cidadãos participam de atividades religiosas regularmente sem qualquer impedimento. Entretanto, uma porcentagem significante da população é submetida a sérias violações de direito de liberdade religiosa, crença e consciência. Para a maioria da população, essas violações ocorrem dentro de conflitos armados. Comunidades indígenas sofrem violações de seus direitos de liberdade religiosa, de crença e de consciência, e também têm seus direitos refreados pela própria Corte colombiana, a qual tem atuado em favor das autoridades tradicionais que buscam impor a uniformidade religiosa em suas comunidades.
Embora tenham ocorrido significativos avanços em termos do conflito, especialmente na forma de diálogo entre o maior grupo guerrilheiro de esquerda, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), e o governo; violações dos direitos humanos, incluindo ataques às populações civis e graves restrições à liberdade religiosa, continuaram ou até mesmo pioraram em muitas partes do país. O exército de Libertação Nacional e diversos grupos “neo-paramilitares”, a exemplo dos Urabeños, também conhecidos como Clan Usuga, estão se movendo e ocupando territórios até agora controlados pelas FARC-EP. Ambos são responsáveis por sérias violações de direitos humanos, incluindo violações de liberdade religiosa, de crença e consciência.
Parceiros da Christian Solidarity Worldwide na Colômbia continuam a documentar violações de direitos humanos vivenciadas por comunidades da fé, incluindo centenas de violações da liberdade religiosa, crença e de consciência. Líderes cristãos são alvos regulares de ameaças de deslocamentos forçados e assassinatos. Os mais jovens, incluindo a juventude cristã, continuam sendo forçados a participar de grupos armados ilegais, mesmo quando eles tentam declarar sua objeção de consciência, fundamentada em profundas crenças religiosas. Cristãos convertidos que tentam deixar os grupos armados são forçados a se esconder ou são mortos. Grupos armados ilegais continuam a impor severas restrições às atividades religiosas em diversas partes do país, em alguns casos até proibindo-as por completo. Igrejas geralmente são alvos de extorsão pelos grupos armados. Finalmente, em algumas comunidades indígenas, autoridades tradicionais são responsáveis por fechar prédios de religiões não convencionais, na tentativa de forçar os membros destas comunidades a voltar para as crenças e práticas religiosas tradicionais e forçar o deslocamento daqueles que se recusam a fazê-lo.
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